10/30/2018 0h0
Câncer de mama
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Atenção para o câncer de mama
O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele “não melanoma”. A doença deverá afetar cerca de 85 mil mulheres este ano no país, segundo a Organização Mundial da Saúde.
    No ensejo da campanha “Outubro Rosa”, que alerta a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, a ginecologista, obstetra e mastologista do Seconci-SP, Bruna Vieira Couto, esclarece que as causas da enfermidade podem ser de origem genética e/ou comportamentais.
    “Obesidade, sedentarismo, realização de reposição hormonal por mais de cinco anos e exposição à radioterapia são alguns dos fatores relacionados aos hábitos e ao ambiente”, explica.  “Existe também o agente genético, que está associado à presença de mutações em determinados genes transmitidos de forma hereditária”, complementa.
    A detecção acontece através do exame de mamografia, que deve ser feito anualmente entre os 40 e 75 anos, de acordo com a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia. Após os 75 anos, a periodicidade deve ser indicada com base no histórico da paciente. “Estar atenta aos fatores de risco é importante para entender a necessidade de antecipar este rastreamento e a ida ao médico”, adverte a médica.
    “O diagnóstico analisa diversas condições que indicam a melhor forma de tratamento: radioterapia, quimioterapia e/ou procedimento cirúrgico. Com exceção dos casos de metástase, a cirurgia é necessária para a retirada do tumor e para a consequente recuperação da paciente”, diz a dra. Bruna.
    Os nódulos podem ser encontrados em qualquer parte da glândula mamária, por isso a mulher ter a percepção do que está normal ou não no seu próprio corpo é de extrema importância para o autoexame. Aconselha-se que a investigação da mulher seja cautelosa para observar sinais de alerta, como ínguas próximas das axilas, vermelhidão atípica ou saída de secreção incolor (água cristalina) ou com sangue do bico do peito.
    O tratamento normalmente é feito por uma equipe multidisciplinar: mastologista, radioterapeuta, oncologista, fisioterapeuta, patologista, cirurgião plástico, entre outros. “Nos primeiros cinco anos após o término do tratamento, os retornos ao mastologista devem ser frequentes, conforme indicação médica. Depois deste período, as visitas passam a ser anuais”, reforça a ginecologista.
    O Seconci-SP dispõe de especialistas que podem orientar sobre a prevenção, realizar o  diagnóstico e explicar os recursos terapêuticos relacionados à doença.