4/4/2017 0h0
Causas de afastamento
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Estudo aponta as principais causas de afastamento dos trabalhadores 

Dores lombares e articulares e inflamações, além de faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses foram as principais causas de afastamentos dos trabalhadores da construção civil em 2015, segundo pesquisa realizada pelo Seconci-SP. 

De acordo com a dra. Norma Araujo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana), do Seconci-SP, os resultados foram levantados a partir da análise de 65.792 consultas médicas realizadas na Unidade Central da entidade, na capital paulista, que geraram 7.879 atestados de afastamento. 

Entre as principais causas de falta ao trabalho estão as dores nas costas, juntas e inflamações (ombro, juntas e tendão) em qualquer faixa etária, correspondendo a 34,4%. Faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses foram responsáveis por 10,7% do absenteísmo. Contusões, entorses, distensões, traumatismo e acidentes totalizaram 8,5%. Má digestão, gastrite, diarreia, úlceras e inflamação no intestino equivaleram a 5,5%, e hipertensão arterial e doenças cardíacas, a 5%.

Neste cenário, a médica destaca uma tendência nos últimos anos. “Diminuiu a incidência de doenças ligadas aos cuidados da empresa e da própria pessoa em relação à sua saúde e à segurança do trabalho. É o caso das dores lombares e articulares e das inflamações (ombros, juntas, tendão), que representavam 43% dos motivos de afastamento em 2012, e passaram a 34% em 2015. Também é o caso das contusões, entorses, traumatismos e ferimentos, que caíram de 13% para 8,5%; e de má digestão, gastrite, diarreia, úlceras, inflamação no intestino, que registraram a maior queda proporcional: de 11% para 5,5%. Ao mesmo tempo, elevou-se a proporção das doenças relacionadas à má qualidade de vida na cidade, como as respiratórias: os casos de faringites, amigdalites, sinusites, gripes e viroses aumentaram de 7% para 10,7%”, informa.

“A queda progressiva no número de contusões, entorses, traumatismos e ferimentos pode estar relacionada ao aumento de investimentos dos empresários com ações e medidas preventivas de segurança e saúde para seus funcionários”, diz dra. Norma.

De acordo com a superintendente, o levantamento pode ajudar as empresas a conhecer melhor as causas que afastam seus trabalhadores e, com essa análise, propor medidas e programas de promoção de saúde, prevenção de doenças, tratamentos específicos às suas realidades, ou seja, fazer a gestão da saúde dos funcionários.