8/21/2018 0h0
Inovação na fisioterapia
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O Seconci-SP acaba de instalar uma mesa de tração computadorizada para tratamento dos trabalhadores que sofrem com problemas na coluna vertebral.  Segundo a supervisora da Fisioterapia da entidade, Elaine Almeida Medeiros, “o equipamento contribuirá para uma reabilitação mais assertiva e menos dolorosa”.
    De fabricação norte-americana, a mesa promove uma força de descompressão no eixo axial da coluna vertebral do paciente. Funciona mediante um mecanismo de deslizamento que proporciona uma progressão segura, suave, confortável e precisa no processo de aplicação e retirada da carga de tração. 
    O dr. Antonio Hideo Okumura, ortopedista do Seconci-SP, comenta que “outra vantagem deste equipamento é que já vem pré-programado de fábrica com alguns protocolos específico para as patologias que mais atingem os trabalhadores, como espondilose (artrose), espondilolistese, discopatia cervical ou lombar (hérnia de disco), dores musculares e neuropatias (inflamação do nervo)”.    
    Elaine ressalta que a mesa possui também a opção de regulagem de tempo, carga e tipo de tração estática ou dinâmica.  “Isso é muito importante porque, dependendo do problema do paciente, intensidade da dor e tipo físico, a aplicação gradual da força e velocidade de descompressão é fundamental para que o usuário consiga realizar o tratamento”. 
    A supervisora explica ainda que, geralmente, são realizadas dez sessões com esse equipamento. Porém, de acordo com a especialista, é importante destacar que a mesa será uma importante aliada no tratamento das patologias que atingem a coluna cervical e lombar, mas sempre será utilizada associada a outras técnicas, como o alongamento e o fortalecimento, mediante os demais equipamentos já utilizados na área de fisioterapia da entidade.
    Os tratamentos dos problemas na coluna são realizados em conjunto entre as áreas de Ortopedia e Fisioterapia. “Recebemos o paciente e realizamos uma avaliação clínica para verificar a situação e a melhor forma de resolvê-la. Em virtude dos avanços médicos e tecnológicos, são cada vez mais raros os casos em que precisamos recomendar intervenções cirúrgicas”, conclui o dr. Okumura.