10/6/2016 0h0
Mistérios das doenças
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Médica do Seconci-SP desvenda mistérios das doenças da tireoide
 

Muitas vezes os sintomas causados por doenças da tireoide são tão abrangentes e variados, que acabam gerando confusão a respeito da função dessa glândula. A endocrinologista do Seconci-SP, Carolina Spissirits Gomes de Amorim, ajuda a desvendar os mistérios que envolvem o tema.

Localizada na parte anterior da região cervical, a glândula tireoide produz os hormônios T3 (triiodotironina) e o T4 (tiroxina) e, com isso, regula o metabolismo de todo o organismo, interferindo na função de importantes órgãos como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Quando a tireoide não funciona da maneira adequada, pode produzir hormônios em quantidade insuficiente, causando o hipotireoidismo, ou em excesso, ocasionando o hipertireoidismo. Em ambos os casos, podemos ter ou não o crescimento anormal da glândula, o chamado bócio.

Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer idade e são simples de se diagnosticar. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.

Veja quais são os sintomas mais comuns:

Hipotireoidismo

  • Cansaço excessivo/lentidão
  • Humor deprimido
  • Diminuição da memória
  • Dores musculares e articulares
  • Sonolência
  • Aumento dos níveis de colesterol no sangue
  • Aumento da sensibilidade ao frio
  • Pequeno ganho de peso 
  • Pele e cabelo secos
  • Constipação
  • Irregularidade menstrual

Hipertireoidismo

  • Sensação de calor | Aumento da transpiração
  • Fraqueza muscular | Mãos trêmulas
  • Batimentos cardíacos acelerados
  • Cansaço/fadiga
  • Perda de peso
  • Diarreia ou evacuações frequentes
  • Irritabilidade e ansiedade
  • Alterações oculares: irritação, desconforto e exoftalmia (aparência de espanto, “olhar assustado”)
  • Irregularidade menstrual
  • Infertilidade

De acordo com a dra. Carolina, há tratamento para os dois casos. “Ao primeiro sinal de suspeita, o recomendado é procurar o médico, que fará o diagnóstico correto e indicará a melhor opção de tratamento”, afirma.