11/4/2015 13h53
Programa de Proteção Respiratória é o mais novo serviço oferecido pelo Seconci-SP
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Dentre as doenças ocupacionais que afetam os trabalhadores da construção civil são as pulmonares que mais preocupam, não apenas pelo seu caráter incapacitante, mas pelo comprometimento da qualidade de vida. Diante desse cenário, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção) acaba de formatar um novo serviço: o Programa de Proteção Respiratória (PPR). Com o objetivo de oferecer uma abordagem cada vez mais ampla na prevenção e promoção de saúde, a entidade passará a elaborar o Programa com sua equipe própria a partir de novembro. Trata-se de um conjunto de medidas práticas e administrativas que devem ser adotadas por todas as empresas nas quais for necessário o uso de Equipamento de Proteção Respiratória (EPR). O PPR se tornou obrigatório em 15 de agosto de 1994, por meio da Instrução Normativa nº 1 do Ministério do Trabalho e Emprego. Entre outras rotinas, o programa define o EPR adequado, a liberação médica para seu uso, testes de vedação, treinamentos e reciclagens quanto ao seu modo correto de uso, as limitações da proteção, a manutenção e guarda do equipamento, e o monitoramento do uso. “Muitas vezes os equipamentos de proteção individual (EPI) – dos quais o EPR faz parte –, são adquiridos pela área de Compras das empresas que, sem conhecimento técnico, considera apenas o fator preço. É importante alertar para o risco que essa atitude pode causar”, explica a gerente Médica Ocupacional do Seconci-SP, Dra. Xiomara Salvetti. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, mais de seis milhões de pessoas são expostas por ano ao pó de sílica, o elemento principal que constitui a areia. Sem a proteção correta, ela pode causar a silicose, doença que causa inflamações no pulmão e tuberculose. Estima-se que na construção civil dois milhões de trabalhadores estejam expostos à sílica. A silicose é uma condição progressiva e irreversível. Não existe tratamento específico para essa patologia. “Portanto, o melhor tratamento é a prevenção”, finaliza Dra. Xiomara.