10/15/2020 0h0
Sífilis
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Seconci-SP orienta sobre as consequências da sífilis não tratada

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil teve 158.051 casos de sífilis em 2019. Esse número representa um aumento de 28,3% em relação ao total de registros em 2018. Em fevereiro deste ano, o Ministério divulgou que o país contabiliza 18 casos da doença por hora, sendo os jovens os principais atingidos: 52,7% dos contaminados têm entre 20 e 34 anos. Em 17 de outubro será celebrado o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, e a médica clínica do Seconci-SP Dagmar Maia Kistemann alerta sobre as consequências da doença, quando não tratada corretamente.
    A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum. Além da relação sexual, o contágio também pode ocorrer de mãe para filho, no momento do parto. A dra. Dagmar explica que a sífilis apresenta manifestações clínicas diversas, dependendo do estágio de evolução da doença. “No início, aparecem úlceras no local contaminado, que não provocam dor nem secreção e podem desaparecer com o tempo, mesmo sem tratamento”.
    No estágio secundário, o paciente pode apresentar manchas vermelhas por todo o corpo, como se fosse uma alergia. Podem também aparecer manchas escurecidas na palma das mãos e na planta dos pés, além de queda significativa de cabelo e dos pelos das sobrancelhas.
    “Tanto o exame de sangue para detectar a doença, como o tratamento, feito à base de penicilina benzatina, são realizados no Seconci-SP. Por se tratar de doença de notificação compulsória, uma vez confirmado o diagnóstico, o setor de Enfermagem informa a Vigilância Epidemiológica. O médico prescreve a medicação e o paciente é tratado imediatamente”, destaca a dra. Dagmar.
    Ela acrescenta que esse procedimento não se aplica à fase terciária da doença, o estágio mais grave, que pode envolver comprometimento neurológico, levando até a óbito. Nesses casos, a medicação normalmente é ministrada no ambiente hospitalar.
Atenção às gestantes
    Segundo a médica, as gestantes são um grupo que requer especial atenção. “A sífilis não tratada pode acarretar sequelas graves no bebê, como microcefalia, surdez, cegueira, problemas cardíacos, atraso motor e neurológico, entre outras. Daí a importância de se fazer o pré-natal corretamente. São feitos três exames para detectar sífilis, um a cada trimestre da gestação. O último é feito na sala de parto”.
Identificada a doença, a gestante é tratada com penicilina benzatina e o mesmo tem de ser feito com o parceiro, para evitar a contaminação do feto.
    A médica alerta que a sífilis é a porta de entrada para outras infecções sexualmente transmissíveis, como a Hepatite C e o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). “Por isso, é crucial usar preservativo durante todo o ato sexual para evitar o contágio. Muitas pessoas têm a doença e não sabem que estão contaminadas. É fundamental também se observar. O aparecimento de manchas ou úlceras pelo corpo, mesmo que indolores, merece uma consulta ao médico, para o correto diagnóstico e tratamento. O Seconci-SP dispõe de diversas especialidades médicas e de estrutura laboratorial e de atendimento, para garantir a seus usuários mais saúde e qualidade de vida.”