1/10/2017 0h0
Sífilis
E-mail

Casos de sífilis aumentam no Brasil por falta de prevenção

Dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde revelam que os casos de sífilis adquirida (em adultos) aumentaram 32,7% no Brasil no período de 2014 a 2015. “A sífilis é uma doença silenciosa, causada pela bactéria Treponema pallidum, cujos sintomas podem desaparecer sem que o portador os tenha notado. A atual epidemia tem como principal causa a falta de uso de preservativos nas relações sexuais”, afirma a dra. Ina Irene Liblik Quintaes, gerente da Medicina Ocupacional do Seconci-SP.

A especialista explica que a sífilis, também chamada de cancro duro, é transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, das transfusões de sangue e da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita). “A principal forma de transmissão é pelo contato sexual e, por isso, o uso da camisinha é a melhor forma de prevenção. Nos últimos anos, pesquisas revelam que o uso de preservativos diminuiu no Brasil. A partir dos anos 2000, novos tratamentos para a Aids começaram a surgir e a população passou a se preocupar menos com o uso de preservativos, principalmente os jovens”, diz.

Além da mudança comportamental da população, outro fator contribui para a atual epidemia de sífilis, afirma o dr. João Felício Miziara Filho, superintendente Ambulatorial do Seconci-SP.  “Falta diálogo efetivo com a população para reforçar a importância da prevenção”, relata.

A doença

A sífilis se manifesta em três estágios diferentes e apresenta várias manifestações: primária, secundária e terciária. Nos dois primeiros, os sintomas são mais evidentes e o risco de transmissão é maior. Depois, há um período praticamente assintomático, em que a bactéria fica latente no organismo, mas a doença retorna com agressividade acompanhada de complicações graves, causando cegueira, paralisia, doença cardíaca, transtornos mentais e até a morte.

Alguns dos sintomas são feridas nos órgãos genitais, manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés; febre, dor de cabeça, mal-estar, inapetência e linfonodos espalhados pelo corpo.

A sífilis tem cura, se tratada corretamente com antibióticos apropriados, à base de penicilina.  O Seconci-SP realiza em suas unidades os testes para o diagnóstico da doença, que também podem ser feitos nos centros de referência e SUS.

Orientações e Educação à Saúde

O Seconci-SP promove palestras sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) em canteiros de obra e nas empresas, realizadas pela equipe interdisciplinar dos profissionais de saúde, médicos e assistentes sociais da entidade. “Além disso, são realizadas nas Salas de Espera da entidade orientações mensais sobre vários temas referentes à saúde e direitos dos usuários, dentre eles, as questões referentes às DSTs/Sífilis, com o intuito de prevenir e promover saúde aos trabalhadores da construção civil e seus familiares”, afirma Renata Dias, assistente social do Seconci-SP.

Serviço

As empresas da construção civil que tiverem interesse nas palestras de combate à dengue, zika, febre chicungunha e de DSTs em seus canteiros de obra devem entrar em contato com o setor de Relações Empresariais (11 3664-5059 / relacoesempresariais@seconci-sp.org.br).