8/28/2018 0h0
Seconci-SP aborda violência contra mulher
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Dentro das atribuições do Seconci-SP de cuidar da saúde do trabalhador da construção civil e de seus familiares, a entidade começou a abordar o tema da violência contra a mulher, nas sessões do Grupo Social de Apoio que funciona na Unidade Central.  O trabalho objetiva conscientizar os participantes do grupo – trabalhadores da construção e familiares – sobre a importância de se banir essa violência, reconhecida pela ONU e pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública. 
    A assistente social da entidade e responsável pelo projeto, Zaida Oliveira, explica que no grupo falam-se dos danos provocados pelas diferentes formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: física (agressão física), psicológica (dano emocional e diminuição de autoestima), moral (atinge a honra da mulher), sexual (qualquer conduta que constranja ou obrigue o ato sexual não desejado) e patrimonial (inibição do controle financeiro).
    Com isso, busca-se descaracterizar o tabu que cerca o assunto em algumas famílias e inibir a violência doméstica. “A entidade se preocupa com problemas sociais, baseada em seus valores de ética e respeito. A violência contra a mulher provoca diversas doenças e transtornos psicológicos, como TOC, depressão, crises de ansiedade, síndrome do pânico entre outras, que pedem cuidados”, reforça a assistente social.
    No grupo busca-se desnaturalizar a violência doméstica e desmistificar sua natureza. Nos encontros, são transmitidas informações sobre as políticas públicas, para gerar a reflexão, incentivar o compartilhamento de experiências e apontar caminhos para a superação.
    “O tema começa a ser discutido para desencadear o processo de conscientização. A partir dos relatos, surge uma rede de apoio sustentada por uma instituição reconhecida, o Seconci-SP”, finaliza Zaida.
    Em alguns casos, a vítima busca o serviço de saúde sem mencionar a agressão sofrida. Por isso, a importância de se orientar e capacitar os profissionais de saúde para um atendimento humanizado que possa reconhecer os indícios e ajudá-la. “Após a consulta médica, ela deve ser encaminhada ao Serviço Social que poderá dar o amparo apropriado”, afirma a profissional.