7/21/2014 15h57
Seconci-SP apresenta pesquisas inéditas sobre inserção segura de Pessoas com Deficiência na construção e na saúde
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Os estudos trazem subsídios para as empresas atenderem as exigências da Lei de Cotas Duas pesquisas pioneiras sobre inserção segura de Pessoas com Deficiência (PCDs) no mercado de trabalho foram apresentadas pelo Seconci-SP (Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo) durante o 1º Fórum de Acessibilidade da AAPSA (Associação Paulista de Recursos Humanos e de Gestores de Pessoas), realizado no dia 17 de julho, na sede da Apae de São Paulo, na capital paulista. Hoje o Brasil tem mais de 15 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência severa, segundo o Censo de 2010, levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ambas as pesquisas vão contribuir para que empresas de todo o País possam cumprir a Lei de Cotas (8213/91), que exige a contratação de PCDs em companhias de todos os setores da economia que empregam mais de 100 pessoas. O primeiro estudo mostrou como PCDs podem desempenhar 17 cargos, que abrangem 29 atividades em quatro fases de uma obra de construção civil (fundação, estrutura, alvenaria e acabamento). A segunda pesquisa mostrou 12 cargos e funções na área da enfermagem que podem ser realizadas por pessoas com deficiência, abrangendo 1.551 atividades, das quais 457 diferentes, em 25 tipos de ambientes de trabalho, desde clínicas médicas até centros cirúrgicos. A responsável pela pesquisa, Dra. Norma Suely de Almeida Araujo, médica e superintendente do Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana, departamento do Seconci-SP, ressaltou a importância destes estudos. “O grande desafio é incluir. Fazer este mapeamento de cargos contribui para ampliarmos o número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Quebramos a barreira da deficiência e da acessibilidade, apresentando subsídios técnicos para que este público trabalhe em condições seguras e com alto rendimento”, afirmou. O Fórum de Acessibilidade contou com palestras do secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marco Pellegrini; da doutora em Ciência da Reabilitação, Maria Aparecida Ferreira de Mello, e da deputada federal Mara Gabrilli, transmitida por vídeo.