1/30/2018 0h0
Tratamento da hanseníase
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No dia 28 de janeiro foi celebrado o ‘Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase’. E o Seconci-SP aproveita a data para chamar a atenção para a importância do diagnóstico e tratamento da doença que, segundo dados do Ministério da Saúde, em 2015, atingiu mais de 28 mil pessoas em todo país. 
    A dra. Marli Izabel Penteado Manini, dermatologista do Seconci-SP, explica que a hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que provoca lesões nos nervos periféricos, responsáveis por fazer as ligações entre o sistema nervoso central e o restante do corpo.
    A transmissão ocorre por meio do contato prolongado com um paciente infectado e que não esteja em tratamento. De acordo com a especialista, os sintomas podem variar, mas, geralmente, os principais sinais são o surgimento de manchas avermelhadas pelo corpo, perda de sensibilidade em regiões da pele e, em alguns casos, queda de pelos. Os locais mais afetados são as mãos, os pés e os olhos. 
    O tratamento é realizado com medicamentos por via oral e tem duração de seis meses a um ano. “Por ser uma bactéria que atinge os nervos periféricos, os danos causados aos pacientes são irreversíveis. Contudo, quando combatida logo no início, as chances de a pessoa conseguir se curar sem sequelas são muito grandes”, complementa dra. Marli.