Eliane Dada Navarro
Coordenadora de Engenharia e Segurança do Trabalho do Seconci-SP
Uma das atualizações mais significativas com impacto direto nas empresas em 2026 é a nova redação da Norma Regulamentadora nº1 (NR-1), que redefine o escopo de gestão de riscos ocupacionais. A partir de 25 de maio de 2026, as empresas deverão cumprir integralmente as exigências dessa versão revisada, que:
- Consolida o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) como o principal instrumento de prevenção — substituindo o antigo PPRA e fortalecendo a gestão contínua e integrada de riscos;
- Inclui explicitamente os riscos psicossociais e à saúde mental no inventário de riscos, reconhecendo que fatores como estresse, sobrecarga e clima organizacional impactam a saúde dos trabalhadores e devem ser geridos com a mesma seriedade dos riscos físicos e químicos;
- Torna a gestão de riscos um processo contínuo, rastreável e sujeito à fiscalização mais ativa por parte das autoridades competentes.
Essas mudanças não apenas ampliam o conteúdo das obrigações legais, mas transformam a abordagem organizacional de SSMA, exigindo mais proatividade das empresas para antecipar riscos, documentar resultados e promover ajustes de forma permanente.
Benefícios além do legal — vantagem competitiva e sustentabilidade
Cumprir integralmente os requisitos legais em SSMA não protege apenas contra sanções. Empresas que adotam práticas robustas de conformidade:
- Reduzem acidentes e doenças ocupacionais, preservando vidas e reduzindo custos com afastamentos e indenizações;
- Melhoram o clima organizacional e a produtividade, ao demonstrar cuidado com a saúde física e mental de seus colaboradores;
- Fortalecem sua imagem frente a clientes, investidores e mercados globais, que cada vez mais exigem critérios sólidos de desempenho ambiental, social e de governança (ESG);
- Protegem o meio ambiente, reduzindo passivos ambientais e contribuindo com a sustentabilidade das operações a longo prazo.
Conformidade legal em saúde, segurança e meio ambiente não é apenas cumprir regras. É abraçar uma cultura organizacional que valoriza a vida, o meio ambiente e a gestão responsável de riscos — um diferencial decisivo no cenário regulatório e competitivo de 2026.




