Como incluir com respeito e segurança as pessoas com deficiência no ambiente de trabalho

Por ocasião do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a supervisora de Serviço Social do Seconci-SP, Flávia Lopes Augusto Sampaio, enfatiza a necessidade de as empresas conhecerem e praticarem o disposto no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015).

“Entre outras disposições, o Estatuto trata também da inclusão da pessoa com deficiência no trabalho em igualdade de condições e oportunidades, com a disponibilização de recursos de tecnologia assistiva e respeito ao perfil vocacional. Os locais de trabalho devem, portanto, ser acessíveis e inclusivos”, informa Flávia.

O Seconci-SP disponibiliza para as empresas da construção civil um estudo encomendado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Construção), que recomenda as funções mais adequadas para cada pessoa com deficiência nos canteiros de obras.

Recomendações

Com base no Manual de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a supervisora de Serviço Social faz as seguintes recomendações sobre como se deve agir para incluir estas pessoas em todos os espaços, inclusive no ambiente de trabalho:

– Para conversar com a pessoa, não é necessário aumentar ou diminuir o tom de voz.

– Descreva o ambiente de trabalho, avise sobre obstáculos, como degraus e escadas. Ajude-a a encontrar o corrimão, no caso de uma pessoa com deficiência visual.

– Organize o ambiente de forma a eliminar ou reduzir barreiras e obstáculos que dificultem a locomoção da pessoa e seu acesso a equipamentos de trabalho e demais objetos (como impressoras, garrafas de café, bebedouros, etc.).

– Na dúvida de como agir estando diante de uma pessoa com deficiência auditiva, pergunte. Isso pode ser feito, inclusive, de forma escrita. Se não souber Libras, use gestos que simbolizam as palavras e que podem ajudar na comunicação. Olhe nos olhos da pessoa, fale de frente e articule bem as palavras, pausadamente, para facilitar a leitura labial.

– Nunca empurre a cadeira de rodas ou movimente bengalas, muletas e andadores sem autorização. Se precisar movimentar estes equipamentos, sempre deixe ao alcance da pessoa com deficiência e com seu consentimento.

– Verifique se a pessoa precisa de qualquer outra ajuda e ajude-a.

– Na dúvida do que fazer, pergunte diretamente à pessoa com deficiência.

–  Lembre-se diariamente de que trabalha com uma pessoa com deficiência e pratique a inclusão social.

– Cuide para não excluir a pessoa de conversas e brincadeiras.

– Não ignore a presença de uma pessoa com deficiência intelectual, cumprimente-a e se despeça dela normalmente, converse e seja gentil.

– Não a subestime ou superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando necessário.

– Se for conduzir uma pessoa com cadeira de rodas, faça-o de forma cuidadosa, evitando ao máximo obstáculos, e desça rampas de costas, a fim de evitar quedas.

– Trate a pessoa de acordo com sua idade, não é necessário tratamento infantil.

– Se a conversa com uma pessoa em cadeira de rodas ou com nanismo se alongar, procure ficar na mesma altura a fim de evitar incômodo para pessoa.

“O respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e manifestação de vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se de que ali está um ser humano e pequenas ações fazem muita diferença, se relacione de forma inclusiva e equitativa”, conclui Flávia.

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