Deixar de enxergar objetos que estão ao seu lado é um dos sintomas de que você está em um estado avançado do glaucoma, doença que danifica o nervo ótico e pode levar à cegueira se não for tratada. Por isso, as pessoas devem consultar o oftalmologista ao menos uma vez por ano, mesmo que não tenham sintomas.
A recomendação é do dr. Edgard Macedo, oftalmologista do Seconci-SP, por ocasião do Dia Mundial do Glaucoma (12 de março). A doença é a maior causa de cegueira irreversível no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), e afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
O oftalmologista observa que, na maioria dos casos, a doença é assintomática, e quando o paciente começa a perceber a visão prejudicada, o glaucoma está em estágio avançado. “Portanto, quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores serão as chances de evitar a cegueira”, afirma.
Alguns pacientes apresentam uma crise aguda de glaucoma, caracterizada por dor intensa nos olhos e ao redor deles, vermelhidão nos olhos, dificuldade de enxergar no escuro, dor de cabeça, aumento da pupila, ver arcos em volta das luzes ao seu redor, ter náusea e vômitos – neste caso, a pessoa necessita de um atendimento de urgência com oftalmologista.
O dr. Macedo alerta que os indivíduos com mais probabilidade de serem acometidos pela doença são os que têm ascendentes portadores de glaucoma, pessoas com mais de 35/40 anos, de pele negra, diabéticos e quem utiliza frequentemente remédios como corticoides, antigripais, antidepressivos, e medicamentos para epilepsia e enxaqueca.
Tipos de glaucoma
Há vários tipos de glaucoma, explicar o dr. Macedo. O crônico simples, ou glaucoma de ângulo aberto, representa cerca de 80% dos casos, incide nas pessoas acima de 40 anos e pode ser assintomático. É causado por uma alteração anatômica que impede a saída do humor aquoso e eleva a pressão intraocular.
Outro tipo é o glaucoma de ângulo fechado, caracterizado pelo aumento súbito da pressão intraocular. O glaucoma congênito, mais raro, acomete os recém-nascidos. Já o glaucoma secundário é decorrente de doenças como diabetes, catarata e uveíte (inflamação interna do olho).
Tratamento
O tratamento mais comum é por colírios que reduzem ou estabilizam a pressão intraocular. Em alguns casos quando os colírios não diminuem a pressão, a recomendação é cirurgia, explica o oftalmologista.
Quando o glaucoma for diagnosticado, o paciente deve retornar a cada três meses para conferir se a medicação está sendo eficaz. Se estiver com a pressão controlada, deverá vir de seis em seis meses. Não havendo nova alteração, voltará à consulta anual.
A rede pública de saúde oferece os medicamentos de baixo custo. Para a obtenção dos mais caros, o Seconci-SP disponibiliza uma receita que permite ao paciente obter o remédio gratuitamente nas farmácias de alto custo da rede pública.






