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Hepatite requer diagnóstico correto e tratamento

28 de julho! Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.
28 de julho! Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. 

Coloração amarelada dos olhos e da pele (icterícia) pode indicar hepatite, inflamação do fígado que se não for corretamente diagnosticada e tratada pode levar a quadros crônicos e riscos fatais, como cirrose e câncer naquele órgão vital. O alerta é do dr. Moacir Augusto Dias, gastroenterologista do Seconci-SP, por ocasião da campanha Julho Amarelo, que tem seu ponto alto em 28 de julho, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais.

“Além da icterícia, outros sintomas são cansaço, febre, mal-estar, tonturas, enjoo, vômito, dor na parte superior do abdômen e na região do fígado, urina escura e fezes claras, como massa de vidro. Tendo alguns desses sintomas, a pessoa precisa consultar imediatamente o médico”, afirma o especialista.

Ele explica que a hepatite pode ser provocada por vírus, mas também por consumo abusivo de álcool, drogas e medicamentos, por causas genéticas, metabólicas e por doenças autoimunes.

Tipos de hepatites

De acordo com o dr. Dias, as hepatites virais podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. “Se não forem tratadas, as hepatites B, C e D podem levar à cirrose e outras complicações, incluindo câncer de fígado e insuficiência hepática.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 304 milhões de pessoas vivam com infecções crônicas pelos vírus das hepatites B e C. No Brasil, entre os anos 2000 e 2024, o Ministério da Saúde registrou 826.292 casos confirmados de hepatites virais.

O gastroenterologista explica que a contaminação pelos tipos B, C e D ocorre pela troca de fluidos corporais, como no contato sexual e de sangue; pelo compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear e agulhas, caso das tatuagens, piercings e drogas injetáveis; e também por transmissão da gestante para o feto.

Já a transmissão da hepatite A e E está muito relacionada a condições inadequadas de saneamento básico, sendo decorrente da ingestão de alimentos e água contaminada por fezes de pessoa com hepatite.

Segundo o dr. Dias, algumas pessoas não apresentam sintomas e convivem com a hepatite sem saber, principalmente a do tipo C. “Por isso, nos exames médicos de rotina, como os periódicos, pode-se incluir o exame de sangue para detectar se a pessoa teve ou tem hepatite. Com o resultado, o médico deve tomar a conduta adequada para tentar evitar que a doença traga consequências indesejadas.”

Vacinas

De acordo com o gastroenterologista, as hepatites A e B são as únicas para as quais existe imunização. A vacina contra a hepatite B também protege contra o tipo D, pois este necessita do vírus da B para se desenvolver.

Em alguns casos, como nas hepatites A e E, a cura pode ser espontânea, sem necessidade de medicação.

O Seconci-SP realiza os testes para detectar a doença. Uma vez confirmada, a notificação é compulsória e o paciente é encaminhado para um dos Centros Estaduais de Referência para Tratamento de Hepatite do SUS, onde serão feitos outros exames, como o da carga viral, e os medicamentos serão cedidos gratuitamente.

 

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