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Seconci-SP: cura de hanseníase reduziu preconceito

Pessoa observando manchas na pele do braço, sinal característico da hanseníase.
Manchas na pele podem ser um dos sinais da hanseníase e devem ser avaliadas por um dermatologista.

A hanseníase, antigamente conhecida como lepra, hoje é totalmente curável, o que reduziu consideravelmente o preconceito contra os pacientes da doença.

As observações são do dr. Sigefredo de Castro Griso, dermatologista do Seconci-SP, por ocasião da campanha Janeiro Roxo, que tem no Dia Mundial e do Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase a sua data principal (último domingo do mês, neste ano 25/1/2025).

De acordo com o médico, os sinais de hanseníase são manchas claras esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, e áreas da pele insensíveis que parecem anestesiadas. Ao percebê-las, a pessoa deve consultar o dermatologista. “Aliás, este especialista deve ser consultado ao se observar qualquer mancha diferente ou alterada na pele”, comenta.

A doença, explica o dr. Griso, é desencadeada pela bactéria Micobacterium leprae, ou bacilo de Hansen. É transmitida por secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirros ou por contato com a pele do paciente. Raramente, também pode ser transmitida por algum animal selvagem.

Uma vez diagnosticada a hanseníase e iniciado o tratamento, o paciente não transmite mais a doença. “Entretanto, as pessoas que tiveram contato com aquele paciente antes do tratamento devem ficar atentas, uma vez que pode ter havido algum contágio e as manchas aparecerem até meses depois”, alerta o especialista.

Já os pacientes não diagnosticados precocemente desenvolvem deformidades nos pés e nas mãos, e complicações nos olhos. Até o final da década dos 40 do século 20, a ausência de cura levava os acometidos pela doença a serem confinados em leprosários ou isolados da sociedade.

Os últimos dados da Organização Mundial da Saúde apontam que em 2023 surgiram 182.815 de casos de hanseníase no mundo. Naquele ano, o Brasil registrou 22.773 casos novos da doença, atrás apenas da Índia, que contabilizou 107.851 casos.

+ Leia também: Chegada do verão requer prevenção do câncer de pele

Os pacientes diagnosticados com hanseníase pelos dermatologistas do Seconci-SP são encaminhados à rede pública de saúde, para tratamento gratuito.

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