Farmácia do Seconci-SP assegura segurança do paciente

Mensalmente, só na Unidade Central do Seconci-SP em São Paulo, são feitos pela Farmácia da entidade uma média de 1.300 a 1.500 atendimentos. Para garantir a segurança desses atendimentos, o Seconci-SP trabalha com a dupla checagem de tudo o que é ministrado, sendo a primeira feita pela farmacêutica e a segunda pela equipe de enfermagem, que faz a dispensação do medicamento para o paciente.

As informações são de Nathalia Xavier de Almeida, farmacêutica e responsável técnica da Farmácia do Seconci-SP. “Garantimos também a rastreabilidade de todas as medicações, com um conjunto de processos, sistemas, procedimentos e mecanismos que mapeiam e geram um histórico de cada posição do medicamento, desde a sua origem, com informações sobre o laboratório que produziu o item, lote e data de validade; até o consumidor final. Dessa forma, podemos checar com precisão o que foi administrado diante de alguma reação adversa do paciente, fazendo o recolhimento do lote e evitando assim danos a outros pacientes”, explica a farmacêutica.

“Além disso, estamos atentos a eventuais desvios de qualidade que, assim que identificados, são notificados à Vigilância Sanitária. O nosso esforço diário é garantir o uso e a administração correta dos medicamentos, promovendo saúde e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos nossos pacientes”, relata Nathalia.

Importância do farmacêutico

O farmacêutico é o profissional da saúde responsável por toda a cadeia medicamentosa, desde a indústria até à dispensação para o paciente, informa Nathalia. “Há 135 especialidades farmacêuticas e as principais áreas de atuação são, além da indústria, farmácia clínica, homeopatia, estética, cosmetologia, alimentação e perícia criminal.”

Segundo a profissional, “o farmacêutico é uma fonte confiável de conhecimento dos medicamentos e está apto a fazer o aconselhamento de pacientes, médicos e enfermeiros sobre o uso correto, a dosagem, via de administração e duração do tratamento. No Seconci-SP, essa troca de informações com as equipes médica e de enfermagem é frequente, sempre tendo o objetivo de garantir a segurança do paciente com o uso racional de medicamentos, com relação ao que será ministrado”.

No segmento de farmácia clínica, o trabalho envolve cinco grandes atribuições: recebimento dos medicamentos, fracionamento, controle de estoque, intervenção farmacêutica e dispensação. “Cabe ao farmacêutico orientar e avaliar se é o medicamento certo, na dosagem recomendada, na via de administração indicada, no horário e forma farmacêutica corretos, no paciente certo e se há possíveis interações medicamentosas ou com alimentos”, afirma Nathalia.

A especialista destaca outro papel fundamental praticado pelo farmacêutico, que é o de elaborar estratégias, definir processos e implantar barreiras para que não haja dano ao paciente. As barreiras são indispensáveis para evitar erros de recebimento de medicamento, fracionamento, prescrição e dispensação. Qualquer falha dentro desta cadeia pode ocasionar erros de medicação, provocando uma reação ou evento adverso, podendo levar o paciente a um estado mais crítico e até irreversível, quando se trata, por exemplo, de medicação de alto risco.

“A primeira triagem começa com a avaliação da prescrição médica, mas a atuação do farmacêutico abrange também questões burocráticas, administrativas, além das de caráter assistencial. O controle dos medicamentos é uma delas, seja a guarda segura de psicotrópicos, por exemplo, até outros requisitos referentes a questões ambientais, como temperatura correta e umidade do local onde estão armazenadas as medicações, fatores que podem alterar o processo químico dos produtos e, por isso, devem ser monitorados e controlados adequadamente”, descreve.

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