Pesquisa comprova cultura de segurança do paciente do Seconci-SP

Nos hospitais da rede pública que administra, o Seconci-SP conseguiu implementar e incentivar a sustentabilidade de uma cultura de segurança do paciente, liderada pelos superintendentes das unidades, com incentivo da Alta Direção. O Comitê Corporativo de Segurança do Paciente, instalado com esse objetivo, traz à entidade como um todo uma grande contribuição para a consolidação desta cultura que também contribui para reforçar a governança e cumprir satisfatoriamente os contratos de gestão com o poder público.

A avaliação foi feita pelo dr. Sérgio Antônio Pulzi Júnior, gerente Executivo Hospitalar do Hospital Estadual de Sapopemba e do Hospital Local de Sapopemba, administrados pela OSS Seconci-SP, durante live de encerramento do Mês de Segurança do Paciente da entidade, em 29 de abril.

O dr. Pulzi apresentou uma síntese de sua pesquisa sobre o tema, realizada para seu mestrado na FGV. A enquete foi realizada junto a amostras qualificadas de colaboradores dos Hospitais de Itapecerica da Serra, Cotia e Sapopemba (Vila Alpina também participou, mas não teve os resultados compilados por motivos técnicos).

A pesquisa mostrou que os colaboradores identificam a existência de um clima organizacional bom e seguro, especialmente devido a quatro fatores: confiança, orgulho de fazer parte da organização, valorização do trabalho e não discriminação. E apontaram a existência de uma cultura de segurança do paciente, caracterizada pela identificação de fatores como: priorização da segurança, comunicação aberta, liderança, trabalho em equipe e colaboração, coordenação do cuidado e ausência de uma cultura punitiva.

Papel da liderança

O dr. Pulzi destacou a importância de se ter bom clima organizacional, serviços de qualidade e colaboradores produtivos e satisfeitos, para que a organização tenha bons resultados e fidelize seus parceiros e pacientes.

Ele acrescentou que o papel da liderança é estratégico para o alcance dos resultados, delineados pela governança. Para tanto, os líderes precisam analisar com frequência se estão no caminho correto e como podem melhorar. Precisam trabalhar o clima interno, acompanhando e compreendendo os colaboradores. A estratégia organizacional precisa ter elementos como qualidade e comunicação transparente.

O clima interno deve ser utilizado para proporcionar a própria segurança do paciente, construindo assim para a cultura sobre a questão. E isso ocorre nos hospitais e nos AMEs administrados pelo Seconci-SP, por meio do engajamento dos colaboradores, segundo ele.

Entre os fatores necessários para a cultura da segurança, ele elencou: liderança comprometida; percepção do colaborador de que a instituição é segura; ter sistemas de monitoramento, estrutura e recursos para o treinamento dos colaboradores; proporcionar segurança para que os colaboradores apontem erros em clima de tolerância mas também de responsabilidade; conscientizar as pessoas sobre até onde vão as suas funções e responsabilidades, e processos de melhoria contínua.

Resultados satisfatórios

Na abertura do evento, Paulo Quintaes, superintendente da OSS Seconci-SP, destacou que o novo modelo de governança do Seconci-SP permitiu a troca de experiências entre as unidades administradas pela entidade, levando aos resultados satisfatórios revelados pela pesquisa. Ele informou que os dados da pesquisa serão publicados em revista especializada destinada à comunidade acadêmica.

Norma Araujo, superintendente do Iepac (Instituto de Ensino e Pesquisa Armênio Crestana) do Seconci-SP, comentou que o Comitê de Pesquisas do Iepac aprovou a pesquisa acadêmica realizada pelo dr. Pulzi.

O evento foi mediado por Lisiane Valdez Gaspary, gerente Corporativa de Segurança do Paciente.

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