Seconci-SP repudia assédio e preconiza denúncia

“Se você se sentir assediada ou assediado, diga não! E se o assédio persistir, denuncie, não tenha medo de denunciar.” Esta foi a mensagem transmitida por Maristela Honda, presidente do Seconci-SP, em evento do governo estadual para a capacitação para milhares de profissionais de OSSs (Organizações Sociais de Saúde), que lotaram o auditório do Memorial da América Latina, em 16 de julho.

Maristela foi repetidamente aplaudida ao enfatizar a importância da igualdade entre as e os profissionais nas OSSs. “No Seconci-SP, 72% são mulheres que dedicam suas vidas ao maior bem do mundo, a saúde humanizada. No início de minha vida profissional, também fui desrespeitada por ser mulher, mas em vez de me sentir humilhada, me senti fortalecida, fiz um boletim de ocorrência na polícia e fui em frente. A lei está aí, mas nós temos que agir se queremos respeito”, assinalou.

Junto com Maristela, palestraram Piètro Sídoti, superintendente Jurídico, Risco e Compliance do Seconci-SP, e Andreza Nazuti, gerente Jurídico da entidade. Em sua apresentação, eles detalharam os tipos de assédio – moral, sexual físico, sexual verbal e sexual não verbal. Relataram a importância do Código de Conduta e do Canal Ético do Seconci-SP, pelo qual o Jurídico e a presidência da entidade recebem denúncias e abrem sindicâncias para apurá-las. E explicitaram as condutas recomendadas para apoiar quem sofre assédio no trabalho.

Seconci-SP elogiado

Na abertura do evento, Maristela foi chamada ao palco pelo governador Rodrigo Garcia. “O Seconci-SP foi a primeira entidade a gerir a saúde pública em São Paulo, teve a coragem de fazê-lo”, enfatizou o governador. “Hoje metade dos serviços estaduais de saúde em São Paulo são prestados por OSSs. São o melhor exemplo de que um serviço público não precisa ser necessariamente prestado por um órgão estatal”, completou.

Também participaram da abertura o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, que destacou a importância dos profissionais das OSSs no combate à pandemia; o secretário executivo de Saúde, Eduardo Ribeiro, e o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, que repudiou atos de assédio sexual na saúde e defendeu as OSSs: “Sem elas, a saúde pública seria uma catástrofe”.

O evento ainda contou com palestras do Marcelo Álvares, da Fundação do ABC, sobre a preservação da saúde mental, e de Daniela Carvalho, da ESPDM, sobre alimentação saudável.

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